28/02/2020 às 15:26:50

Doação e Vacinação: As melhores formas de salvar vidas

As doações sempre foram uma das melhores formas de contribuir com a comunidade, família e até mesmo desconhecidos que estejam em um momento delicado e de necessidade. Cuidar de sua própria saúde e ajudar a de outras pessoas também é uma forma de salvar vidas, e você pode fazer isso de diversas formas, confira:

Doação e Vacinação: As melhores formas de salvar vidas
Doação de sangue

A doação de sangue é uma das formas mais fáceis de se ajudar a salvar vidas, afinal, apenas uma doação pode salvar cerca de quatro vidas, mas muitos ainda possuem receio quanto ao procedimento. Ao contrário do que se pensa, doar não engrossa ou afina o sangue, no entanto, é necessário seguir algumas orientações. 

O doador precisa ter no mínimo 50 kg, estar bem alimentado, ter dormido ao menos 6 horas na noite anterior à doação e não ter ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas. Também não é recomendado fumar nas duas horas anteriores e posteriores à doação. A doação é limitada a pessoas entre 16 e 69 anos, mas menores de idade devem ter autorização dos responsáveis. No caso dos idosos, eles precisam já ter realizado ao menos uma doação até os 60 anos. O limite de doações por ano é de quatro para homens e três para mulheres e o tempo do procedimento completo desde a papelada até a doação completa é de 40 minutos em média. Grávidas não podem realizar a doação.

Evitar alimentos gordurosos nos dias próximos ao procedimento e beber bastante água também são recomendações. Em casos de gripe, resfriado, conjuntivite diarréia e extração dentária ou tratamento de canal é necessário aguardar cerca de sete dias após o desaparecimento dos sintomas ou realização do procedimento, e se você tiver tomado algum tipo de vacina o ideal é aguardar ao menos 48 horas. No caso de tatuagens a doação de sangue poderá ocorrer apenas 1 ano após a realização da mesma, para que não haja contaminação pela tinta. Mas esteja atento, pois se você foi submetido ao transplante de órgãos ou de medula, não poderá ser doador de sangue.

Para doar na região de Palmeira ou em qualquer outra localização é necessário que você se dirija ao hemobanco mais próximo, ou compareça aos mutirões realizados. Lembre-se que não há nenhum substituto para o sangue, por isso é tão importante a sua doação.

Doação de medula

 

A doação de medula óssea apesar de tão importante ainda é repleta de mistérios e desinformação. Ela é o método utilizado no tratamento de leucemias e linfomas e ocorre de forma a substituir a medula doente ou deficitária por células normais desse tecido, para que se possa reconstituir uma medula nova e saudável. A doação pode vir de doador vivo ou falecido, mas para isso, é necessário seguir algumas exigências.

O doador vivo é o paciente que passa por cirurgia para colocação de prótese em quadril, onde é retirada a cabeça do fêmur. Nestes casos, é necessário que o paciente autorize a utilização da cabeça femoral retirada pelo banco, por isso o desejo precisa ser informado. O doador cadáver é o paciente que sofreu morte encefálica ou parada cardíaca enquanto estava internado. Quem deseja ser doador após a possível morte em um destes casos, precisa comunicar a família sobre seu desejo, pois somente o parente mais próximo ou responsável legal poderá autorizar a doação por escrito para que o tecido possa ser retirado.

Antes de se declarar doador é importante se informar sobre o procedimento, por isso é recomendado agendar uma consulta de esclarecimento no hemobanco do seu estado, onde você também preencherá um termo de consentimento livre e esclarecido, além de uma ficha com informações pessoais e será retirada uma pequena quantidade de sangue. A amostra é necessária para que se possa obter os dados genéticos através do exame de histocompatibilidade (HLA), e cruzar com os pacientes que aguardam pelo transplante, pois precisa haver compatibilidade. O candidato será avisado quando seu material for compatível com o de algum paciente para que possa decidir quanto à doação. 

 

Doação de órgãos

Mesmo sendo referência mundial com o maior sistema público de transplantes do mundo, ainda existe grande receio por parte da população brasileira quanto à doação de órgãos, especialmente sobre a constatação da morte para a realização do procedimento.

De modo geral, a doação de órgãos ocorre quando há a necessidade de reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor). Assim como no caso da medula que é um tipo de tecido, alguns dos demais órgãos também podem ser fornecidos por doador vivo ou morto. 

Quando ela ocorre através de doador morto, é necessário que tenha ocorrido morte encefálica, que é quando não há mais nenhuma função cerebral, mas os órgãos continuam em funcionamento. Somente após a constatação da morte encefálica poderá acontecer a doação de acordo com a Lei 9.434. No caso de doador vivo, ele deve concordar com o procedimento e este não pode afetar sua própria saúde. Podem ser doados um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes necessitam de autorização judicial.

Para ser doador de órgãos também é necessário que você comunique sua família, pois somente ela poderá autorizar ou não a realização do procedimento. Ainda que haja o registro expresso do desejo de doação, somente uma decisão judicial pode também garantir que ele ocorra sem autorização familiar.

Vacinação

As campanhas de vacinação apesar de já terem evitado diversas doenças presentes no passado, ainda são um desafio para a saúde pública, pela falta de conscientização da população em geral sobre os impactos que a falta da vacina pode causar.

Possuímos um enorme histórico de doenças infecciosas que representaram grande risco para a população em massa, e que foram combatidas através de vacinas. Recentemente surgiram alguns rumores anti-vacina, iniciados por parte da população que por desinformação, acredita que vacinas façam mal de alguma forma ao corpo humano, negligenciando estes cuidados. Este tipo de raciocínio é alarmante para a saúde pública, pois muitas das doenças já controladas podem retornar caso a população se recuse a tomar as vacinas. 

O ato de se vacinar não permite somente que quem a tomou esteja imune, mas também protege aqueles com que se convive, evitando que doenças sejam espalhadas ativamente. O efeito da vacina no corpo ocorre com a introdução dos mesmos antígenos que causam a doença mortos ou enfraquecidos, que fará com que o corpo produza anticorpos que irão combater aquele invasor. Após o primeiro contato e produção de anticorpos, caso a pessoa entre em contato novamente com este invasor, produzirá anticorpos em velocidade suficiente para combatê-lo. Isto é chamado de imunidade. Por este motivo é falsa a afirmação de que as vacinas deixam a pessoa doente.

Algumas reações temporárias como febre, dor local e mal estar podem ocorrer, mas duram pouco e são muito leves em comparação aos efeitos das doenças que elas evitam, o que as torna muito mais vantajosas. Para colocar todas as suas vacinas em dia basta comparecer em qualquer unidade de saúde com documento de identificação. Não precisa ter carteirinha, pois o seu histórico de vacinação pode ser acessado através do sistema. Contribua para a sua saúde e também de seu familiares, amigos e pessoas de convívio.